Na minha vida, e na de muita gente, as variações são constantes! E quando não são, aí sim, temos que nos preocupar.
Falo de humores que se alterem ao sabor do vento, de vontades que aparecem ou desaparecem inesperadamente, de desejos que nos fazem pensar, de amigos que desaparecem e voltam, de tudo e mais alguma coisa...
Sou uma pessoa inconstante... não sou inconstante na forma de sentir... sou inconstante na forma de o demonstrar... a maior parte das vezes fico a espera.... De quê? Que me proponham, que me incentivem, que me seduzam , ou que voltem! É errado, eu sei...
Mas tenho tido alguma sorte... E talvez devido a isso, vá voltando a sorrir! Com vontade, sem pensar, e mais ainda quando penso...
Quem me conhece sabe que adoro esta máxima: “amo a liberdade e por isso quem amo deixo em liberdade, se voltarem foi porque os conquistei, se não foi porque nunca os tive!”. Tenho tido a sorte de ir ‘conquistando’ quem deixo partir, e por isso, e por muito mais, fico muito contente quando voltam....
Porque a amizade é feita disto mesmo, de partidas e chegadas e de sentimentos partilhados, que nem mesmo a distância e a crueldade em tempos difíceis consegue fazer esquecer o que um dia se partilhou.... E se algum dia se partilhou foi apenas e só porque se confiou, se gostou, se precisou e se esteve lá...

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