Quando estou aqui sentada, a namorar o mar e a escrever este diário por ti e para ti, porque é mesmo para ti, meu querido, longinquo e quase impossivel amor, sinto-me feliz e não me sinto só.
Sei que a minha crença inabalável, e a minha energia amorosa e o meu desejo eterno por ti irão alcançar-te e tocar-te de alguma forma. Não me perguntes como, mas sinto que é possivel.
Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E ,neste momento, és tu a minha bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguem sabe se será frutifera.
O objectivo não é o mais importante, mas sim o caminho que se percorre para alcançar.
Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazer o nosso próprio caminho.
Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes.
Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim.
Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca , em nenhuma circunstancia, corra atras de ti, porque não posso ,não é permitido intreferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti,se assim o entenderes.
Será que sentes a mesma força?
Quero acreditar que sim, mas no fundo começo agora a sentir que não.
MRP
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
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